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Cidade mineira já sofreu com 27 tremores em seis meses; saiba o motivo

Cidade mineira já sofreu com 27 tremores em seis meses; saiba o motivo

Prefeitura de Frutal Frutal passou por vários tremores


Na última terça-feira (18), o município de Frutal, em Minas Gerais, experimentou um abalo sísmico de magnitude 4. Este evento foi o mais intenso registrado na região nos últimos nove anos, de acordo com a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).

Em 2024, Frutal já contabilizou 27 tremores, destacando-se pela alta atividade sísmica em comparação com cidades vizinhas como Planura e Pirajuba, que registraram apenas três e um tremor, respectivamente.

Os especialistas atribuem esses tremores à dinâmica das placas tectônicas. O Brasil, situado sobre a placa Sul-Americana, é influenciado pela interação desta com a placa de Nazca e pelo afastamento da placa Africana.

Essa movimentação gera pressões que resultam em abalos sísmicos, como explica o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, que possui equipamentos avançados para detectar esses eventos.

Embora tremores de magnitude 4 sejam raros no Brasil, onde geralmente ocorrem abalos de menor intensidade, a ocorrência em Frutal foi notável.

Após o tremor principal, outros de magnitudes 3.2 foram registrados, com epicentros localizados a cerca de 15 km do centro da cidade e profundidades variando entre 0 e 10 km, conforme informações do Centro de Sismologia da USP.


Por que o Brasil tem abalos menos intensos?

Os tremores são um reflexo do movimento contínuo das placas tectônicas, impulsionado pelo calor do manto terrestre.

Por estarmos distantes das fronteiras de placas, os abalos no Brasil tendem a ser menos intensos, embora ainda possam ser sentidos, como foi o caso em Frutal.

Uma pesquisa publicada pela revistaGeophysical Research Letters afirma que a colisão entre a Terra e o planeta Theia, há bilhões de anos, além de dar origem à Lua – como já se propagava – também fez surgir as chamadas placas tectônicas em nosso planeta. De acordo com o estudo, o calor gerado pelo impacto criou os blocos rochosos. Reprodução: Flipar As placas tectônicas são estruturas gigantescas que se movimentam no interior da Terra e que, ao fazerem esse movimento, acabam causando reflexos na superfície. Daí os terremotos e os tsunamis que provocam tragédias. Reprodução: Flipar Países que ficam sobre as placas tectônicas têm um histórico de episódios de tremores e maremotos que exigem um planejamento minucioso para a prevenção de mortes – como reforço de estruturas dos prédios e criação de abrigos para a fuga. Reprodução: Flipar Em 2023, pesquisadores publicaram na revista Earth-Science Reviews um novo mapa com todas as placas tectônicas da Terra. Reprodução: Flipar Há 64 anos, em 22/5/1960, ocorreu o maior terremoto da história, em intensidade. Atingiu espantosos 9,5 graus de magnitude. Foi o Sismo de Valdivia, em Araucanía, no Chile. Reprodução: Flipar O abalo foi tão forte que causou tremores até mesmo na capital Santiago e em cidades argentinas, como Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e La Rioja. Essa magnitude nunca mais foi atingida na história mundial. Reprodução: Flipar O terremoto de Valdivia também produziu um tsunami ao largo do Oceano Pacífico, atingindo Havaí e Japão, além da erupção do vulcão Puyehue. Cerca de 5.700 pessoas morreram e mais de 2 milhões ficaram feridas. Reprodução: Flipar O Chile tem áreas propensas a abalos sísmicos por causa da localização sobre placas tectônicas. Em 27/2/2022, outro terremoto incrivelmente intenso devastou a região do Maule e causou quase 800 mortes. Foi um abalo de 8,8 de magnitude, que também provocou tsunami. Reprodução: Flipar Outro local famoso por abalos sísmicos é San Francisco, nos EUA. No dia 18/4/1906, há 118 anos, a cidade foi sacudida por um forte sismo com magnitude 8. Conhecido como O Grande Terremoto, foi o maior já registrado nos EUA, durou 1 minuto e meio, e deixou mais de 3 mil vítimas. Reprodução: Flipar O sismo foi causado por um deslize da chamada Falha de San Andreas, uma falha geológica que se estende por 1.290 km na Califórnia e que marca o encontro de placas tectônicas na região. Em 1906, o terremoto se deu por uma alteração em 440 lm de faixa. Reprodução: Flipar Além de casas que racharam e caíram com o abalo, houve incêndios por toda a cidade, já que o terremoto afetou tubulações de gás. Ó cenário era apocalíptico. Reprodução: Flipar De um minuto para o outro, cerca de 225 mil pessoas – da população de 400 mil – ou seja, mais da metade – ficaram sem teto. O Exército construiu chalés com troncos de madeira e até o presídio foi uma área onde o governo montou acampamentos improvisados para receber as famílias. Reprodução: Flipar O estudo dos terremotos – a chamada Sismologia – tem origem numa tragédia que ocorreu em 1755quando cerca de 90 mil pessoas morreram num terremoto em Portugal. Reprodução: Flipar Veja outros terremotos, em diversos países, que entraram para a História devido à sua grande força destruidora. Alguns tiveram tsunamis, quando o abalo também ocorre no mar trazendo ondas gigantescas para a orla. Reprodução: Flipar 31/01/1906 – Um terremoto perto da cidade portuária de Esmeraldas, no Equador, matou cerca de 1.000 pessoas na costa não apenas deste país, mas também da Colômbia, pois gerou um tsunami que percorreu boa parte do litoral. Reprodução: Flipar 15/8/1950 – Um terremoto no Tibete destruiu 2 mil casas, templos e mesquitas. O sismo atingiu 8,6 graus (na escala Richter, que vai até 10) na região. Cerca de 1.500 pessoas morreram. Reprodução: Flipar 4/11/1952 – Um terremoto de magnitude 9, seguido por tsunami, atingiu a península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia. Não houve mortes porque a região era pouco povoada. Mas o maremoto atingiu o Havaí (EUA), destruindo imóveis e estradas. Reprodução: Flipar 28/3/1964 – Um terremoto no Alasca, embora com poucas vítimas (131 mortos) quando comparado a outros, entra na lista dos maiores porque alcançou 9,2 graus de magnitude. Causou tsunami, gerando prejuízo de US$ 2,3 bilhões (R$ 5,2 bilhões). Os tremores foram sentidos em várias cidades. Reprodução: Flipar 31/05/1970 – Maior catástrofe do Peru. Ocorreu em Ancash e La Libertad. Além dos fortes tremores (7,5 na escala), também houve deslizamento de neve e gelo. Por isso, também é a avalanche mais fatal da história: 70 mil mortos e 50 mil feridos. Reprodução: Flipar 23/12/1972 – Um terremoto de magnitude 6.3 na Nicarágua destruiu parte da capital Manágua, deixando cerca de 20 mil mortos e 20 mil feridos. Mais de 280 mil imóveis foram danificados. Reprodução: Flipar 4/2/1976 – Em 39 segundos, um terremoto de magnitude 7.5 reduziu a escombros metade da cidade da Guatemala, a capital do país. O abalo teve 5 km de profundidade nas cercanias de Los Amates. Matou 23 mil, feriu 76 mil e destruiu mais de 1 milhão de construções. Reprodução: Flipar 26/12/2004 – O terremoto de magnitude 9,1 atingiu a costa oeste da ilha de Sumatra, na Indonésia. Provocou um tsunami que atingiu 14 países do Sul da Ásia e do leste da África. A catástrofe deixou 230 mil mortos ou desaparecidos e 1,7 milhão de desabrigados. Reprodução: Flipar 28/03/2005 – Três meses depois, mais um abalo sísmico de magnitude 8,7 na Sumatra deixou 1.000 mortos na Ilha de Nias Reprodução: Flipar 12/01/2010 – Um terremoto de magnitude 7 destruiu parte da capital do Haiti, Porto Príncipe, e também teve reflexos na República Dominicana, Cuba, Jamaica e Bahamas. Foram 320 mil mortos, 350 mil feridos. Um caos, com 1,5 milhão de flagelados. Reprodução: Flipar 11/3/2011 – Um terremoto de magnitude 9, seguido por tsunami (ondas de 38m de altura), arrasou a costa leste de Honshu, a maior ilha japonesa. Deixou 16 mil mortos, 5 mil feridos, 4,6 mil desaparecidos e 130 mil desabrigados (300 mil imóveis destruídos). Prejuízo de US$ 309 bilhões (R$ 1,5 trilhão). Reprodução: Flipar 8/9/2023 – Um terremoto de magnitude 6,8 causou destruição no Marrocos. Cerca de 2.900 pessoas morreram. O tremor danificou desde aldeias nas montanhas da Cordilheira do Atlas (no noroeste da África) até a cidade histórica de Marrakech, no oeste do Marrocos. Reprodução: Flipar Câmeras mostraram a correria das pessoas em meio a desmoronamentos. De acordo com o Serviço Geológico dos EUA, o tremor foi sentido em Portugal, Espanha e Argélia. O terremoto durou cerca de 15 segundos e ocorreu a 18,5 km de profundidade. Reprodução: Flipar 6/2/2023 – Mais de 50 mil pessoas morreram após um terremoto que atingiu dois países. O tremor, de magnitude 7,8, atingiu, de forma arrasadora, a região central da Turquia e o noroeste da Síria. Reprodução: Flipar

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Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR

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