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Privatização da Sabesp: Equatorial é única a fazer oferta; veja valor

Privatização da Sabesp: Equatorial é única a fazer oferta; veja valor

Wikimedia Commons Sabesp – Unidade de Negócio Oeste. Distrito de Vila Leopoldina, São Paulo, SP, Brasil.

O governador  Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou, nesta sexta-feira (28), que o Grupo Equatorial Participação e Investimentos foi a única empresa a apresentar uma proposta na etapa de venda de ações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) . 

De acordo com o governador, a Equatorial comprou 15% das ações por R$ 6,9 bilhões . Nesta etapa, apenas empresas com experiência em saneamento poderiam participar. 

Em 1º de julho, outros 17,3% das ações da Sabesp poderão ser comprados por investidores habilitados no mercado de ações. Pessoas físicas também podem apresentar propostas. 

A gestão de Tarcísio de Freitas pretende reduzir sua participação na companhia dos atuais 50,3% para cerca de 18%, enquanto o acionista de referência será dono de uma fatia de 15%, que deverá ser mantida até o final de 2029.

Já os outros 49,7% estão na bolsa de São Paulo e Nova York. O governo de São Paulo espera finalizar toda etapa de privatização até o 22 de julho. 

Privatização

A decisão pela privatização da Sabesp foi aprovada pela maioria dos deputados estaduais de São Paulo, com 62 votos a favor e apenas um contra. Com isso, o governo poderá vender parte de suas ações na empresa, transferindo o controle para o setor privado.

A medida permite que qualquer pessoa que tenha conta em corretora adquira ações da Sabesp.

Vai impactar no bolso?

Defensores da privatização argumentam que ela poderá acelerar metas de expansão do saneamento e potencialmente reduzir as tarifas de água, conforme estudo realizado pelo IFC (International Finance Corporation), braço do Banco Mundial, a pedido do governo estadual. Segundo o estudo, a privatização poderia atrair até R$ 10 bilhões em investimentos adicionais, beneficiando cerca de um milhão de pessoas em favelas e áreas rurais com serviços de água e esgoto.

Por outro lado, críticos da privatização alertam que simplesmente transferir a gestão para o setor privado não garante a redução das tarifas. Eles sugerem que isso só seria possível com subsídios do governo. Em resposta a essas preocupações, o governo de São Paulo propôs a criação do Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento no Estado de São Paulo (FAUSP), que utilizará 30% do valor arrecadado com a venda das ações da Sabesp, além dos dividendos públicos na empresa, para reduzir a conta de água, especialmente para a população de baixa renda.

Críticos à desestatização levantam dúvidas sobre a eficácia a longo prazo desse fundo, citando a falta de transparência quanto à sua gestão e possíveis usos políticos dos recursos. Em relação à pressão para aumento das tarifas por parte dos novos investidores privados, eles defendem que esta é uma possibilidade real, dado que eles precisarão recuperar seus investimentos e garantir retorno sobre o capital investido. 

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Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

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